"Os Livros Que Eu Li"
.......................................
2º-Livro - "A Inutilidade do
Sofrimento" de Maria Jesus Álava Reys da Ed. Esfera dos Livros
Andei bastante tempo para comprar este livro, mas hesitava, pois achava
que o sofrimento é "inevitável" e até poderia ser
"terapêutico" e "formador" da nossa personalidade e
"condicionador" das nossas atitudes.
Também pensei oferecê-lo a uma determinada pessoa que, na minha opinião, é
um pouco "bicho de mato", mas pensei que ela poderia ficar
melindrada.
Afinal, ele acabou por ser um dos presentes de Natal que recebi. Logo que
pude, porque costumo ter vários "livros em leitura" - alguns da área
da psicologia - comecei a lê-lo e tem sido, para mim, uma (boa) surpresa. Mas,
acima de tudo, acho-o muito bom e útil, quer nas nossas vidas sociais e
pessoais, mas também nas nossas funções profissionais.Vale a pena sorver cada linha
e, ao mesmo tempo que vamos lendo, olharmos em redor, porque conheceremos
alguém que se encaixa nos exemplos citados, e olharmos também para nós
mesmos. Recomendo, vivamente, a sua leitura atenta, sem qualquer interesse
publicitário.
Numa altura de crise económico-social, vale a pena mudarmos muitos dos
nossos hábitos e atitudes "velhas" e que nos causam sofrimento e
frustração, muitas vezes desnecessários.Por exemplo, apostando mais nas
relações interpessoais e na solidariedade e adoptar um modo de vida menos
materialista. O que tínhamos há algumas (poucas) décadas atrás,
comparativamente com o que temos agora, não era, do ponto de vista material,
melhor do que, apesar de tudo, continuamos a ter? É nos aspecto do
"Psico" (e educacionais, motivacionais, etc) que os problemas
são mais graves na sociedade portuguesa e, não surpreende que o consumo de
ansiolíticos e antidepressivos seja muito grande no nosso país.
Mudar de vida, é necessário, mas saberemos fazê-lo? Fomos ensinados
para olhar a vida de uma forma mais optimista e menos "auto
punitiva"? Claro que não, e , por isso, os livros podem e devem
ajudar-nos, desde que queiramos aprender. Citando um provérbio indiano:
"Um livro é um cérebro que fala. Fechado, é uma amigo que espera;
esquecido, é uma alma que perdoa; destruído ou maltratado, é um coração que
chora".
Em jeito de remate, acrescento:
"Tentar fugir dos sofrimentos inúteis e procurarmos a felicidade
em cada dia, em cada momento e em cada pessoa é o melhor caminho a
percorrermos, porque nele não há só espinhos". Há tanta coisa boa
na vida de cada um!
A rosa é bela e tem espinho!
Lisboa, 27 de Fevereiro de 2012
Viriato o Lusitano
Viriato, o Lusitano, pretende ser uma voz activa sobre a sociedade portuguesa, isto é, o que se passa no nosso país. Fá-lo-à recorrendo ao ponto de vista de Viriato o Lusitano, o guerreiro, "nosso pai", que só foi vencido pela traição. Volta Viriato, para revigorares a Lusitânia e varreres, com a tua espada, alguns dos medíocres e oportunistas que nos governam e dirigem. Eu, nascido no "teu território", mas muito cedo migrado para Lisboa, tento fazer o meu melhor em prol de Portugal.
terça-feira, 12 de junho de 2018
domingo, 10 de junho de 2018
"Os Livros Que Eu Li" Na escolha de um livro, para lermos ou para oferecermos, poderemos agir por impulso ou, ao invés, baseados na opinião de críticos ou de amigos que leram essa obra. Obviamente, os gostos e motivações de quem já leu determinada obra podem ser diferentes dos nossos, principalmente o dos "Críticos Literários". Por vezes, surgem grandes surpresas, boas ou más. Contudo, essa partilha pode ser um complemento do nosso prazer em a termos lido, porque ler é um acto solitário que o deixará de ser, se pudermos partilhar a leitura. Por mim, vou partilhar aqui "Os Livros Que Li", recentemente.
"Os Livros Que Eu Li"
.....
Por mim, vou partilhar aqui "Os Livros Que Eu Li", recentemente.
1ª- Partilha
- "Vamos Juntos Ver Mais Longe?" - Autora: Anny Duperey , francesa
nascida em 1947. Título original : "Allons Voir Plus Loin, Veux-tu?".
Foi
por mero acaso que esta obra me caiu nas mãos, aconteceu numa "banca de
troca de livros, gratuita - leve um livro e traga outro". Não conhecia
nem a autora, mas gostei muito do que li, pela forma e pela riqueza dos
quatro personagens, mas acima de tudo pelo relato do meio sociológico e
também os aspectos psicológicos dos personagens.
"Duas
mulheres e dois homens, quando cada um pensa ter chegado ao fim da
linha, os seus destinos vão cruzar-se e a felicidade vai ser de novo
possível".
Gostei muito e recomendo a sua leitura, mas,talvez, se destine, preferencialmente, a "maiores de cinquenta anos".
Serafim Marques
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
A Montanha Pariu um Rato ou "Milhões de euros são Peanuts"
Que raio de gente é esta que está sempre do contra. Se o Governo não
corta nas despesas é porque não corta. Se o faz, são "peanuts".
O caso mais recente é o anúncio dos cortes das contribuições para algumas Fundações, pois logo veio o PS, na voz de Carlos Zorrinho, dizer que a poupança dos 150 milhões de euros são "peanuts" e que a "montanha pariu um rato".
Obviamente, logo o líder parlamentar do PSD respondeu :
"Houve um rato - leia-se largo do Rato, sede do PS- que foi parindo várias montanhas que, acumuladas, dão vários milhões de euros."
Ainda se compreende que fossem os líderes das fundações a "estrebucharem", como muitos o fizeram, com o mesmo argumento ou muito mais acutilantes ainda, por exemplo Vítor Ramalho da fundação INATEL que disse que nem no tempo do Salazarismo a instituição foi "atacada nos cortes", mas não se aceita, porque em tempos de crise, as fundações não poderiam ficar de fora. Além do mais, nalgumas são questionáveis os benefícios (directos e indirectos) suportados pelos impostos e também os seus fins e os seus métodos.
Pergunte-se a um pensionista com duas centenas de euros ou menos de rendimento mensal, qual o valor de um euro!
Por isso, revolta ouvir os políticos quando dizem :
" a poupança não é significativa ou são peanuts", referindo-se a "milhões".
Tenham vergonha e respeito por todos aqueles que, em muitas alturas do mês, nem um euro têm na carteira para comprar um pão. Com mentalidades assim, não surpreende que as finanças públicas tenham sido, ao longo dos anos, um saco sem fundo.
O pior disto é que a imprensa e muitos portugueses dizem o mesmo, mas em casa deles alguns euros fazem muita falta.
Aqueles que assim pensam e agem, devem aprender que é "grão a grão que a galinha enche o papo" ou "de um tostão se faz um milhão". Gente rica ou de pensamento de rico. É claro que o anterior PM Sócrates disse que as dívidas não são para pagar!
Governar assim é muito difícil.
Pobre deste país.
O caso mais recente é o anúncio dos cortes das contribuições para algumas Fundações, pois logo veio o PS, na voz de Carlos Zorrinho, dizer que a poupança dos 150 milhões de euros são "peanuts" e que a "montanha pariu um rato".
Obviamente, logo o líder parlamentar do PSD respondeu :
"Houve um rato - leia-se largo do Rato, sede do PS- que foi parindo várias montanhas que, acumuladas, dão vários milhões de euros."
Ainda se compreende que fossem os líderes das fundações a "estrebucharem", como muitos o fizeram, com o mesmo argumento ou muito mais acutilantes ainda, por exemplo Vítor Ramalho da fundação INATEL que disse que nem no tempo do Salazarismo a instituição foi "atacada nos cortes", mas não se aceita, porque em tempos de crise, as fundações não poderiam ficar de fora. Além do mais, nalgumas são questionáveis os benefícios (directos e indirectos) suportados pelos impostos e também os seus fins e os seus métodos.
Pergunte-se a um pensionista com duas centenas de euros ou menos de rendimento mensal, qual o valor de um euro!
Por isso, revolta ouvir os políticos quando dizem :
" a poupança não é significativa ou são peanuts", referindo-se a "milhões".
Tenham vergonha e respeito por todos aqueles que, em muitas alturas do mês, nem um euro têm na carteira para comprar um pão. Com mentalidades assim, não surpreende que as finanças públicas tenham sido, ao longo dos anos, um saco sem fundo.
O pior disto é que a imprensa e muitos portugueses dizem o mesmo, mas em casa deles alguns euros fazem muita falta.
Aqueles que assim pensam e agem, devem aprender que é "grão a grão que a galinha enche o papo" ou "de um tostão se faz um milhão". Gente rica ou de pensamento de rico. É claro que o anterior PM Sócrates disse que as dívidas não são para pagar!
Governar assim é muito difícil.
Pobre deste país.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Reclusos anunciam greve de fome e ao trabalho!
Reclusos anunciam greve de fome e ao trabalho!
"Sobre lotação das prisões e falta de condições higieno-sanitárias. São estas algumas das razões na origem de duas greves, uma de fome de 24 horas e outra ao trabalho durante sete dias, a cumprir a partir desta segunda-feira. A iniciativa é dos Reclusos Anónimos Organizados que, num manifesto, pedem melhores condições prisionais, a concessão de uma amnistia e o perdão de penas."Numa altura em que tantos portugueses fazem "greve" a bens essenciais, por falta de dinheiro, e muitos outros vivem em "habitações" em condições desumanas, os reclusos vêm protestar pelas condições dos "hotéis" onde estão abrigados.
"De modo a alertar para os direitos dos reclusos".
Que raio de hipocrisia onde os direitos dos reclusos são invocados , mas nunca os direitos das vítimas dos seus crimes!
Crime sem castigo adequado?
As vítimas dos seus crimes, muitas delas internadas em hospitais ou enfermas em casa, para não dizer, a "residir" em campas frias e sem conforto dos cemitérios, são as culpadas deste desconforto dos presidiários seus carrascos? E os crimes hediondos dos pedófilos, violência doméstica, etc?
"Amnistia e redução de penas?"
É uma faca de dois gumes, se não for acompanhada de outras medidas e outros meios alternativos de punição.
Humanismo, sim, mas JUSTIÇA também.
Mas esta greve, numa altura destas, daria para rir, se a sobre lotação não fosse muito grave.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Os Donos do 25 de Abril Amuaram?
Soares não vai à sessão oficial do 25 de Abril- Segundo a
imprensa, o ex-PR Mário Soares, não vai,
pela primeira vez nestes 38 anos de democracia, às cerimónias oficiais
do 25 de Abril, apesar de já ter confirmado a sua presença na quarta-feira no
Parlamento, em solidariedade para com os militares da Associação 25 de Abril
(A25).
Antes disso
e em conferência de imprensa, com toda a pompa e circunstância, o senhor
militar Vasco Lourenço, presidente da “A25”, anunciou que a associação não vai às comemorações oficiais
da revolução, porque a linha política seguida pelo actual poder político deixou
de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril”. Assim Mário Soares
solidariza-se com a atitude da “A25”.
Estes dois
homens representam, de certo modo, a
sociedade civil e a militar e a quem a nossa democracia deve muito. Se um
representa a parte “romântica”, mas bem instalada na vida embora em quebra de
“benesses”, o outro representa os velhos políticos profissionais (que mais fez
na vida o Dr. Mário Soares?) e que também têm “vivido” do regime democrático e
que, por ideologia ou por outras razões, conduziram o país para o estado em que
se encontra e que justificam os sacrifícios em curso. Violam o regime
democrático herdeiro do 25 de Abril?
Para eles, a
democracia é a “mãe” de tudo, mas deveriam saber que não gera riqueza e sem ela
para distribuir, a democracia perde o seu genuíno valor, mas, sendo um inquestionável
bem das sociedades modernas, não mata a
fome a ninguém. Contudo, os “democratas de barriga cheia”, que muito bem estas
duas personagens representam, fazem dela
a sua bandeira e “amuam” sempre que o pragmatismo se sobrepõe ao romantismo.
O 25 de
Abril de 1974 deve ser relembrado e comemorado (mas também ensinado aos mais
jovens, pelo que não se esqueça a história que lhe está subjacente) pelo bem
que representou, mas também pelo mal que causou, por usurpação de alguns oportunistas e “falsos democratas”, esses sim a violarem os
princípios da “revolução dos cravos”.
A MS e VL,
fica-lhes mal esta atitude, porque o actual governo foi eleito em democracia e
por milhões de portugueses. Ou a democracia é uma propriedade das “esquerdas”?
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Professor Marcelo Rebelo de Sousa - O "Bon Vivant"?
“O
Prof. Marcelo Rebelo de Sousa mentiu. A falta de seriedade ou de honestidade
intelectual não é defeito é feito. A mentira é inaceitável”, escreveu Galamba
na sua conta do Facebook. Para o socialista, “é o que dá” Marcelo “falar do que
não sabe ou de alguma solicitação”.
Este é um
exemplo das muitas “queixas” de que as “conversas do Marcelo”, aos domingos na TVI, suscitam. O
Professor Marcelo Rebelo de Sousa tem a sorte de ganhar dinheiro facilmente,
isto é, dizer o que pensa e ainda por cima ser pago para isso. Alem disso,
nunca é responsável pelo que diz e de "tudo sabe”. Às vezes até de “bruxo”
faz, como foi aquela situação em que anunciou o nome dum Secretário de Estado,
antes do anúncio do PM Passos Coelho o fazer, e depois aquele “candidato”, que
até se tinha despedido do cargo empresarial que ocupava, ficou “desempregado”.
Ele é o
exemplo perfeito dos ex-políticos que só são bons quando estão fora do poder e
da política. Lá, com o poder real nas mãos, nada fazem ou fazem
"merda". Talvez seja uma estratégia, para depois poderem ganhar dinheiro, isto é, guardar as “baterias”
e as suas “competências” para “venderem”, quando saírem do Governo e/ou da
política. Depois, é só facturar em palestras, programas de televisão, etc.
Exemplos? São muitos o que por aí pululam.Por mim, já tenho pouca paciência em
o ouvir e, a essa hora na TV, prefiro o programa de (bom) humor "estado de graça" na RTP1. Palhaçadas
por palhaçadas, prefiro a dos actores. E o mesmo tento fazer a todos aqueles que gostam de "botar palavra"
daquilo que fariam mas não fizerem quando o puderam fazer!
Assim, com
muita gente a querer fazer “curriculum” no poder para depois o usar, em proveito próprio, não vamos
lá! "Porca da política" esta.
sábado, 31 de março de 2012
Menina de Cinco Anos Forçada a Casar no Reino Unido
“Centenas de crianças foram forçadas a casar no Reino Unido no ano passado
e um relatório recente revela que a mais nova tinha apenas cinco anos. O
fenómeno cresce de ano para ano. Segundo a Unidade de Matrimónios Forçados
britânica (UMF, sigla em inglês), no ano passado, 1.500 pessoas precisaram da
assistência dos seus serviços. Desse universo, 400 eram meninas menores de
idade oriundas de Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte. A criança de
cinco anos, cuja nacionalidade e religião são desconhecidas, casou fora do
Reino Unido, onde as autoridades tomaram conhecimento do caso e actuaram. Desde
2008 que a legislação britânica foi reforçada no sentido de travar casamentos
contra a vontade das pessoas, mas o fenómeno continua a crescer”.
Esta é
a síntese da notícia do JN – Jornal de Notícias
on line do dia 31.03.
E o ocidente
vai tolerando, nas suas comunidades imigrantes, práticas retrógradas, só porque
fazem parte da cultura e religião desses povos? Mesmo assim, só na terra deles,
se forem contra os valores do ocidente e nos quais não podemos “intervir”. Nos
seus países, impedem os ocidentais de
práticas ofensivas à sua cultura e religião.
Na “nossa
terra” (já) não mandamos nós? Pois é, temos medo das represálias? Só que assim
o futuro estará comprometido para os "nativos" das nações ocidentais,
porque essas comunidades vão crescendo exponencialmente. E depois, como será,
quando formos minorias no nosso próprio país? Vida difícil será a nossa e,
nessa altura, onde estarão os defensores dos direitos das minorias, que seremos
nós? Convivência inter cultural não é
isto que vamos vendo em França, no Reino Unido, etc, onde coabitam muitos
“inimigos da pátria” que lhes deu muito mais do que teriam nos seus países, ou
mesmo onde já muitos nasceram, mas
contra a qual se revoltam e chegam a praticar actos terroristas, por exemplo.
No ocidente
governam políticos sem visão de futuro, mas também “impedidos” de olharem mais
além do que um ciclo eleitoral e se o quisessem fazer logo seriam “atacados” pelos defensores do direitos das
minorias, que, “aqui del rei”, têm direito a fazerem o que quiserem, porque os
seus valores são diferentes dos povos que os acolheram . Pode não se gostar do
homem, mas o Presidente Sarkozy, ele descendente de imigrantes, vai dizendo as
verdades politicamente incorrectas, mas logo é apelidado de “xenofabo”. Os
outros, cobardamente, nem ousam dizer o que pensam do problema! O ocidente
precisa dos imigrantes, mas senhores governantes e legisladores (de Portugal e
outros países, com destaque para a UE e os USA), olhem para o futuro, que já é
hoje, para bem de todos (nativos e imigrantes). Invasão “silenciosa” e sem
armas?
O exemplo de
Viriato, o Lusitano e as suas lutas contra os romanos invasores da Lusitânia e que o venceram, deve levar-nos a pensarmos e a agir, não contra a vinda dos imigrantes, controlados, mas sim pela integração nos países de acolhimento. Se não......
Subscrever:
Comentários (Atom)