Para "orgulho e gáudio" dos líderes dos sindicatos (dos sectores do Estado, normalmente) e dos lideres das Centrais Sindicais, o nosso país vive hoje uma Greve Geral? Mas é "Geral", se há tanta gente a trabalhar e outros não o fazem porque os sindicalistas (piquetes de greve) não lhes deixam ou não se podem deslocar por causa de não haver transportes públicos, cuja parte significativa dos seus custos é paga com os impostos desses mesmos cidadãos que não podem usufruir de algo que já pagaram ou vão pagar mais tarde.
A isto, eu chamaria "ditadura" (lembram-se do slogan "ditadura do proletariado". Agora, essa ditadura é exercida por muitos que tem regalias (ordenados e demais benefícios) muito acima daqueles que lhes pagam os ordenados. Ou será por acaso que as greves são, geralmente, feitas pelos trabalhadores do estado e do sector público, com fortes défices de exploração?
Eu, por exemplo, tinha hoje uma consulta de rotina, marcada há mais de seis meses num hospital público, fui atendido, porque o meu médico e outros, bem como muito outro pessoal, não aderiram a esta greve. "Reacionários" ou portugueses conscientes?
Confesso que as greves ferem a minha sensibilidade de cidadão (nos meus mais de cinquenta anos de trabalho nunca fiz greve ou estive desempregado), ainda mais este tipo de greves que não são mais do que manifestações de poder dos sindicalistas. A força das "corporações" sobrepõem-se aos interesses do país e da maioria dos portugueses, numa altura critica que o nosso país atravessa. Ou será que os sindicalistas julgam que os euros caem do céu?
Imagine-se que os cidadãos contribuíntes faziam greve aos impostos? Como receberiam eles os seus ordenados?
É curioso que os mentores e agentes deste tipo de greves têm a escola do "bloco de leste" onde a ditadura ali existente não permitia greves ou outro tipo de "protestos", mesmo intelectuais ( a Sibéria era o mínimo que lhes acontecia). Nas democracia ocidentais, eles podem fazer aquilo que lhes estaria vedado nos paraísos que nos pregaram durante muitos anos. Actualizem-se, por favor, porque a URSS faliu, mas resta ainda Cuba, Coreia do Norte e outros "paraísos".
A pregação não rima com produção e, por isso, reivindicar a riqueza que não existe, por muito justos que sejam as necessidades, significa "explorar" os outros ou, mais grave ainda, explorar aqueles que ainda não nasceram. Egoísmos, porque tem sido essa a atitude de muitos dos portugueses, os mais fortes (suportados por sindicatos "monopolistas") ou da demagogia de alguns políticos.
A crise é séria, mas para muitos, "quanto pior melhor" e o país que se lixe.
A ti Viriato, o lusitano, destino este meu desabafo e desconforto
Viriato, o Lusitano, pretende ser uma voz activa sobre a sociedade portuguesa, isto é, o que se passa no nosso país. Fá-lo-à recorrendo ao ponto de vista de Viriato o Lusitano, o guerreiro, "nosso pai", que só foi vencido pela traição. Volta Viriato, para revigorares a Lusitânia e varreres, com a tua espada, alguns dos medíocres e oportunistas que nos governam e dirigem. Eu, nascido no "teu território", mas muito cedo migrado para Lisboa, tento fazer o meu melhor em prol de Portugal.