terça-feira, 12 de junho de 2018

Livro - "A Inutilidade do Sofrimento" de Maria Jesus Álava Reys da Ed. Esfera dos Livros

"Os Livros Que Eu Li"
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2º-Livro - "A Inutilidade do Sofrimento" de Maria Jesus Álava Reys da Ed.  Esfera dos Livros

Andei bastante tempo para comprar este livro, mas hesitava, pois achava que o sofrimento é "inevitável" e até poderia ser "terapêutico" e "formador" da nossa personalidade e "condicionador" das nossas atitudes.
Também pensei oferecê-lo a uma determinada pessoa que, na minha opinião, é um pouco "bicho de mato", mas pensei que ela poderia ficar melindrada.
Afinal, ele acabou por ser um dos presentes de Natal que recebi. Logo que pude, porque costumo ter vários "livros em leitura" - alguns da área da psicologia - comecei a lê-lo e tem sido, para mim, uma (boa) surpresa. Mas, acima de tudo, acho-o muito bom e útil, quer nas nossas vidas sociais e pessoais, mas também nas nossas funções profissionais.Vale a pena sorver cada linha e, ao mesmo tempo que vamos lendo, olharmos em redor, porque conheceremos alguém que se encaixa nos exemplos citados,  e olharmos também para nós mesmos. Recomendo, vivamente, a sua leitura atenta, sem qualquer interesse publicitário.
Numa altura de crise económico-social, vale a pena mudarmos muitos dos nossos hábitos e atitudes "velhas" e que nos causam sofrimento e frustração, muitas vezes desnecessários.Por exemplo, apostando mais nas relações interpessoais e na solidariedade e adoptar um modo de vida menos materialista. O que tínhamos há algumas (poucas) décadas atrás, comparativamente com o que temos agora, não era, do ponto de vista material, melhor do que, apesar de tudo, continuamos  a ter? É nos aspecto do "Psico" (e educacionais,  motivacionais, etc) que os problemas são mais graves na sociedade portuguesa e, não surpreende que o consumo de ansiolíticos e antidepressivos seja muito grande no nosso país.
Mudar de vida, é necessário, mas saberemos fazê-lo? Fomos ensinados para olhar a vida de uma forma mais optimista e menos "auto punitiva"? Claro que não, e , por isso, os livros podem e devem ajudar-nos, desde que queiramos aprender. Citando um provérbio indiano:
"Um livro é um cérebro que fala. Fechado, é uma amigo que espera; esquecido, é uma alma que perdoa; destruído ou maltratado, é um coração que chora".
Em jeito de remate, acrescento:
"Tentar fugir dos sofrimentos inúteis e procurarmos a felicidade em cada dia, em cada momento e em cada pessoa é o melhor caminho a percorrermos, porque nele não há só espinhos". Há tanta coisa boa na vida de cada um!
A rosa é bela e tem espinho!
Lisboa, 27 de Fevereiro de 2012

domingo, 10 de junho de 2018

"Os Livros Que Eu Li" Na escolha de um livro, para lermos ou para oferecermos, poderemos agir por impulso ou, ao invés, baseados na opinião de críticos ou de amigos que leram essa obra. Obviamente, os gostos e motivações de quem já leu determinada obra podem ser diferentes dos nossos, principalmente o dos "Críticos Literários". Por vezes, surgem grandes surpresas, boas ou más. Contudo, essa partilha pode ser um complemento do nosso prazer em a termos lido, porque ler é um acto solitário que o deixará de ser, se pudermos partilhar a leitura. Por mim, vou partilhar aqui "Os Livros Que Li", recentemente.

"Os Livros Que Eu Li"
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Por mim, vou  partilhar aqui "Os Livros Que Eu Li", recentemente.
1ª- Partilha
        - "Vamos Juntos Ver Mais Longe?" - Autora: Anny Duperey , francesa nascida em 1947. Título original : "Allons Voir Plus Loin, Veux-tu?".
Foi por mero acaso que esta obra me caiu nas mãos, aconteceu numa "banca de troca de livros, gratuita - leve um livro e traga outro". Não conhecia nem a autora, mas gostei muito do que li, pela forma e pela riqueza dos quatro personagens, mas acima de tudo pelo relato do meio sociológico e também os aspectos psicológicos dos personagens.
"Duas mulheres e dois homens, quando cada um pensa ter chegado ao fim da linha, os seus destinos vão cruzar-se e a felicidade vai ser de novo possível".
Gostei muito e recomendo a sua leitura, mas,talvez, se destine, preferencialmente,  a "maiores de cinquenta anos".
Serafim Marques