Que raio de gente é esta que está sempre do contra. Se o Governo não
corta nas despesas é porque não corta. Se o faz, são "peanuts".
O
caso mais recente é o anúncio dos cortes das contribuições para algumas
Fundações, pois logo veio o PS, na voz de Carlos Zorrinho, dizer que a
poupança dos 150 milhões de euros são "peanuts" e que a "montanha pariu
um rato".
Obviamente, logo o líder parlamentar do PSD respondeu :
"Houve um rato -
leia-se largo do Rato, sede do PS- que foi parindo várias montanhas
que, acumuladas, dão vários milhões de euros."
Ainda se compreende
que fossem os líderes das fundações a "estrebucharem", como muitos o
fizeram, com o mesmo argumento ou muito mais acutilantes ainda, por exemplo
Vítor Ramalho da fundação INATEL que disse que nem no tempo do
Salazarismo a instituição foi "atacada nos cortes", mas não se aceita,
porque em tempos de crise, as fundações não poderiam ficar de fora. Além
do mais, nalgumas são questionáveis os benefícios (directos e
indirectos) suportados pelos impostos e também os seus fins e os seus
métodos.
Pergunte-se a um pensionista com duas centenas de euros ou menos de
rendimento mensal, qual o valor de um euro!
Por isso, revolta ouvir os
políticos quando dizem :
" a poupança não é significativa ou são
peanuts", referindo-se a "milhões".
Tenham vergonha e respeito por todos
aqueles que, em muitas alturas do mês, nem um euro têm na carteira para
comprar um pão. Com mentalidades assim, não surpreende que as finanças
públicas tenham sido, ao longo dos anos, um saco sem fundo.
O pior disto é que a imprensa e muitos portugueses dizem o mesmo, mas em casa deles alguns euros fazem muita falta.
Aqueles
que assim pensam e agem, devem aprender que é "grão a grão que a
galinha enche o papo" ou "de um tostão se faz um milhão". Gente rica ou
de pensamento de rico. É claro que o anterior PM Sócrates disse que as
dívidas não são para pagar!
Governar assim é muito difícil.
Pobre deste país.
Viriato, o Lusitano, pretende ser uma voz activa sobre a sociedade portuguesa, isto é, o que se passa no nosso país. Fá-lo-à recorrendo ao ponto de vista de Viriato o Lusitano, o guerreiro, "nosso pai", que só foi vencido pela traição. Volta Viriato, para revigorares a Lusitânia e varreres, com a tua espada, alguns dos medíocres e oportunistas que nos governam e dirigem. Eu, nascido no "teu território", mas muito cedo migrado para Lisboa, tento fazer o meu melhor em prol de Portugal.
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É caso para invocar o falecido Salazar de quem tanto mal se disse, para endireitar este país.
ResponderEliminarOu então, melhor ainda, fazer como na Islândia, correr com todos eles, os políticos instalados e os partidos auto instituídos a pontapé e refazer a constituição. Obrigar esses ratos a emigrarem, quem sabe, por lá, eles consigam ganhar a fortuna que ganham aqui... :)