quinta-feira, 28 de abril de 2011

Por que não se calam os políticos? (*)

Ainda não encontrei ninguém que não diga mal do "monstro", que é José Sócrates e do "crime" que cometeu ao atirar o país para o "pântano" em que se encontra. Obviamente que a excepção é dos "subservientes" do PS porque são "yes men", sob pena de serem corridos por ele, mesmo que estejam tão fartos dele como os restantes portugueses o estão.
Este "monstro" é incompetente, mentiroso, conflituoso, arrogante, prepotente, vaidoso, etc e ainda por cima goza com todos nós. Continua a destilar veneno numa altura em que o silêncio ou pelo menos a contenção verbal deveria ser a prática de todos os políticos, mas, infelizmente, continuam a tudo fazer para afastarem ainda mais as pessoas da política. A abstenção elevada poderá favorecer o PS que, desgraçadamente, ainda poderá ter cerca de 30% de votantes e, desse modo, criar um "empate técnico". Corremos, assim,  o risco do PS ser o partido mais votado, mesmo que com uns míseros 30%, tal o poder manipulador daquele homem. Se tal acontecer, como será então aquele homem no futuro, tão mau o é no presente? Com quem vai negociar ele? Que vinganças irá fazer sobre os restantes partidos e sobre o próprio PR?
Ingenuamente, o PSD vai caindo, sistematicamente, nas "provocações" de Sócrates e, com isso, vai queimando os seus trunfos.
Por que não se calam os políticos, apetece-me perguntar? Como seria bom o silêncio e ainda não estamos na campanha eleitoral, porque nem quero pensar como vai ser nesse período e com tanto dinheiro para gastar. Cerca de dois milhões para o PS e um pouco menos para o PSD!

Os ex-Presidentes da República disseram, no dia 25 em Belém, quase em uníssono, que são necessários novos políticos, mas onde estão eles? E que responsabilidades tiveram também eles neste estado de coisas? É cómodo estar fora, mas poder "mandar umas bocas".

É terrível o futuro que nos espera e cujo principal responsável é José Sócrates. Ainda por cima, arma-se em vítima, mas vítimas somos nós portugueses e que vamos pagar este "forrobodó" que tem sido a política nestes mais de trinta anos. BASTA.
 (*) "Por que não te calas?" é da autoria do rei de Espanha Juan Carlos, quando há uns anos, numa cimeira Ibero-Americana em plena Venezuela, se virou para Hugo Chavez e lhe disse isso mesmo, lembram-se?
Viriato, o Lusitano, faria o mesmo a estes políticos de agora. Façam um silêncio e nos poupem de tantas atordoadas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O Atraso no pagamento dos Salários dos Militares e a falta de senso revelada

Confesso que hoje, dia 21 de Abril, a quatro dias da data da "Revolução dos Cravos", feita pelos "capitães de Abril", fiquei extremamente assustado e preocupado com as "queixas" e as "ameaças" dos militares, mas "apenas" dos Oficiais e Sargentos, porque os outros (as Praças, mesmo sendo profissionais, não contam para estas guerras nem têm compromissos - o eterno "classicismo" da "tropa"), porque, coitadinhos, só ontem lhes foi creditado o salário de Abril.
A falta de senso e de ética grassou o ridículo, nas palavras dos dois porta-vozes daquelas duas corporações, porque foi grave o que aconteceu, disseram.
Fizeram acusações aos governantes, utilizando um adjectivo para estes impróprio dos homens de armas. Por outro lado, mostram-se muito preocupados, quanto ao futuro, e disseram, mais ou menos isto:
"Como pode um governo deixar de cumprir para aqueles a quem são pedidos sacrifícios em defesa da pátria!
Se não fosse perigoso, esta dava para rir. Que perigos correm eles? A que "defesa da pátria" se enfrentam?
 Fica claro que eu defendo umas forças armadas competentes e dotadas de todos os meios, para as suas missões (fora dos quartéis) mas quando não há dinheiro....
O que dirão os polícias, esses sim arriscando a vida a cada momento em defesas dos cidadãos e aos quais se pede tanto e se dão tão pouco? Entrem em muitas das esquadras e fugirão assustados com as condições das mesmas
E o que dirão os milhares de desempregados e sem subsídio? E aqueles que mesmo empregados têm os salários em atraso?
É grave receber o salário ao dia 20 em vez do dia 19? Eu que trabalhei numa empresa multi nacional recebia o meu salário por volta do dia 26/27. Mal habituados estão todos os "empregados do Estado" e cujos salários são pagos com os nossos impostos.
Confesso que quando oiço estas "blasfémias" me sinto triste por tanto egoísmo e tanta falta de senso.
Será que os "guerreiros" de Viriato, o Lusitano, recebiam o "pré" ou soldo ao dia 20 de cada mês?
Que tristeza reina na ocidental Lusitânia.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O candidato a deputado Fernando Nobre e as "virgens ofendidas"

Que raio de país é este que está sempre do contra? Sejam os cidadãos, sejam os políticos ou os "opinion maker", toda  a minha gente gosta de "faladrar", incluindo eu próprio, por tudo e por nada, mesmo que a falta de senso seja grande, bem como a inoportunidade.
Vem isto a propósito sobre a chuva de criticas pelo facto do Dr Fernando Nobre ter aceite o convite para deputado pelo circulo de Lisboa nas listas do PSD, sendo ele um independente. Não foram só dos seus "apoiantes", mas também do PS (não é para estranhar), mas também por responsáveis do próprio PSD que choveram as críticas a tal aceitação, mas também pela decisão do convite.
A coisa foi tão "grave" que os românticos que o apoiaram, muitos deles "pessoas bem instaladas na vida", sentem-se  como "virgens ofendidas e traídas"!
Se o homem tinha valor para ser candidato ao alto cargo de  Presidente da República pretendiam que ele "ficasse de fora da política", dado que criar um partido seria, nos tempos que correm, uma má opção? Pelo vistos, ficaram desiludidos por ele não ter seguido essa via.
"Se queres influenciar, tens que estar lá dentro" - digo eu, porque fora da política e dos partidos pouco podes fazer/influenciar.
Critica-se tanto os partidos por não se abrirem à "sociedade civil", afinal critica-se a opção de Fernando Nobre pela sua decisão?
Veja-se, por exemplo, que as sondagens recentes continuam a não penalizar o PS e José Sócrates por ele ter atirado Portugal para este estado de "bancarrota" e de vergonha internacional em que mergulhámos.
Não dá para entender este povo que tanto gosta em dar tiros nos pés. Com estes dirigentes, como pode o povo, apesar de ser da mesma massa, alterar comportamentos, opiniões e decisões na hora da votação?
Ai se Viriato, o lusitano, cá voltasse!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fernando Nobre candidato a deputado pelo PSD

O Dr. Fernando Nobre, presidente da AMI, foi candidato a Presidente da República em Janeiro último e conseguiu cerca de 500.000 votantes.
Obviamente que seria utopia ele vencer ou passar mesmo a uma segunda volta, porque os dois candidatos mais fortes eram apoiados pelos "máquinas partidárias" e que, em Portugal, têm muita força e impedem que alguém seja eleito "fora dos partidos".
Para deputado à Assembleia da República a situação é semelhante, embora os partidos abram, muitas vezes, as portas a "independentes", que de outro modo nunca seriam eleitos, face à "partidarização" do nosso sistema eleitoral nacional. Mas quem são estes independentes? São pessoas que se identificam com determinado partido, mas que não são seus militantes.
Pedro Passos Coelho ao convidar Fernando Nobre para a lista de Lisboa e depois, se tiver a maioria, para Presidente da Assembleia da República, cargo que confere o segundo lugar da hierarquia do Estado está, obviamente, a tentar capitalizar os votos dos muitos apoiantes de Nobre nas eleições presidenciais, embora saiba que, com certeza, muitos deles não votarão no PSD, pois a essência desses apoiantes é composta por muita gente "divorciada com os partidos". Seria ingenuidade que esses apoiantes, que não se devem sentir "traídos" por Nobre, quisessem que ele, Fernando Nobre, exercesse influência política fora dos partidos e criar um partido, de acordo com as forças actuais, não me parece que seria uma boa decisão. Lembram-se do PRD?
Mas acima de tudo e talvez o mais importante é que esta eleição, para já garantida como deputado por Lisboa, é um "prémio" ao Dr. Fernando Nobre, por tudo o que tem feito na AMI e, de froma indirecta pelo país, e também aproveitar as suas qualidades humanas, pelo que acho uma decisão que trará vantagens para o próprio parlamento. Passos Coelho, que se tem revelado um homem com bom senso, não quererá cometer o mesmo erro que Manuela Ferreira Leite cometeu que, na escolha dos deputados, deixou Passos Coelho de fora, só porque foi seu opositor, derrotado, na candidatura á liderança do PSD, lembram-se? Foi, na minha opinião, uma decisão que terá custado muitos votos ao PSD. Pedro Passos Coelho sabe, como todos nós deveriamos saber, que não derrotar o PS (castigando José Sócrates) nas próximas eleições acabará por ser motivo de gozo na UE. Dirão que os portugueses são masoquistas ou outro nome mais ofensivo qualquer.
Eu, pessoalmente, gostaria, aliás,  que Passos Coelho, mas também outros partidos, convidassem para as suas listas muitos dos "homens bons" que (ainda) há neste país e que não pertencem aos aparelhos partidários ou não têm vida politica activa. Dispenso-me de mencioná-los, mas há muitos que levariam qualidade àquele Parlamento, tão carecido está dela.
Viriato, o Lusitano, assim faria, garantidamente.

sábado, 9 de abril de 2011

Hoje, dia 9 de Abril, celebar-se o dia do Combatente

Celebra-se hoje, dia 9 de Abril e em evocação da Batalha de La Lys em França em 1918, o Dia do Combatente.Neste dia, é bom que não nos esqueçamos dos combatentes que, consciente ou inconscientemente, mas também voluntários ou obrigados, lutaram pela pátria ou em nome dela, como foi o caso da batalha que serve de efeméride a este dia.Como seria bom não haver guerras e, desse modo, não haveria exércitos. Mas isso é a mais pura das utopias, pelo que um povo sem exército ou tem alguém que o defenda ou é facilmente atacado pelos inimigos.
Infelizmente, uma certa esquerda intelectual e "apátrida" põe em causa esses deveres, como foi o caso recente da menção do Senhor Presidente  da República, ele próprio um combatente na guerra colonial, que incitou os jovens de hoje a olharem para o exemplo dos jovens do tempo da guerra colonial. Foi "crucificado" por esses "apátridas" que disseram que o PR foi infeliz e logo vieram lembrar que a guerra colonial é para esquecer ou, se quisermos, apagar da nossa memória colectiva. Pobre povo que não tem memória e não "regista", como escreveu o filósofo José Gil. Somos um povo que tem vergonha dos seus feitos e dos seus heróis, porque os heróis de agora são, por exemplo, o consumismo, as discotecas, etc. Assim, não vamos longe e acabamos por dar razão àqueles que nos impõem, à força, o caminho a partir de Bruxelas.
Não fui combatente na guerra colonial, mas estive muito perto de o ser e, por isso, de vez em quando, visito o memorial existente aqui em Lisboa (junto á Torre de Belém) onde, felizmente, naquele enorme mural não está inscrito o meu nome, mas sim de alguns camaradas do meu tempo de serviço militar obrigatório e do qual não fugi para o estrangeiro. Prestemos, neste dia, a nossa homenagem a todos que serviram a pátria façamos um minuto de silêncio por aqueles que tombaram nessas missões.
Ai se Viriato, o Lusitano, cá voltasse, ficaria triste com esta falta  de lusitanidade dos seus herdeiros.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Novos políticos precisam-se, urgentemente

É verdade que existe uma crise mundial que nos "domina" e até os países mais ricos da UE, que também eles estavam com excessos despesistas, acabam por exigir aos mais pobres pertencentes ao EURO (entre eles Portugal) sacrifícios que vão condicionar não só o nosso modelo social, mas, acima de tudo, a saída da nossa crise económica.  Sem rendimento não há procura e sem esta não há crescimento económico, embora numa economia "aberta" e com fortes desiquilibrios na balança comercial, como é a nossa, qualquer euro de aumento no rendimento dum português corre sérios riscos de sair do país e, desse modo, o efeito dessa despesa acabará pro beneficiar os outros e não o nosso país.
Independentemente das crises conjunturais (nós temos também, uma crise estrutural crónica) , os nossos governantes, essencialmente os do PS, não têm sabido gerir o país e, por isso, o agravamento do défice sistemático (lembram-se que os anteriores governantes do PS, por exemplo Mário Soares afirmaram, não há muito tempo,  de que "há mais vida para além do déficie"), e que não para(va) de crescer, acabaria por "fazer estragos" nas contas públicas e que a UE (principalmente a senhora Angela Merkel - também ela muito preocupada com os seu eleitorado - triste "fado" das democracias) não deixa que tal continue a suceder, porque afecta a estabilidade da moeda  EURO ao qual aderimos, em má hora.
O Primeiro Ministro José Sócrates foi adoptando medidas e pedidos de sacrifícios sem "rei nem roque", porque, pelos vistos, a incompetência não lhe permitia fazer melhor. Mais grave ainda, foi mentido aso parceiros e aos cidadãos. Para conseguir aprovar essas medidas impopulares, foi "entalando" o PSD e não vislumbrando "a luz ao fundo do túnel", face á sua "fuga para a frentes",  José Sócrates lançou a última cartada (o PEC IV). Os métodos e os modos que utilizou, leva os analistas a afirmarem que foi intencional, isto é, vitimizar-se e "entalar" o PSD que achou que tinha que dizer "basta". Era a melhor forma de fugir, como o fez António Guterres, lembram-se? Para o cidadão menos atento, o culpado desta crises política e agravamento das condições financeiras é agora o PSD. Ironias e injustiças.
A crise financeira do país agravou-se com o pedido de demissão do PM e , como se não bastasse, o Governo recusa-se agora a assumir decisões de carácter externo, se tal for necessário e recomendável, porque, e diz, não tem legitimidade para o fazer, ele que conduziu o país para esta situação de "caos", atira a toalha ao chão e espera que os PSs (cerca de 32% dos portugueses) voltem a dar-lhe a confiança. Quer o Presidente da República, quer Passos Coelho já disseram que o governo tem essa legitimidade e que a assuma, mas o PS continua a recusar-se. Vingança dum homem obcecado pelo poder? Que grande caldo que o Sócrates arranjou ao país (melhor dizendo - aos portugueses), ele que diz que tudo tem feito por Portugal. Será mesmo assim ou terá que ser apelidado de "coveiro", acolitado por alguns dos seus ministros "yes men".yes men"?.
Com estas atitudes, o povo assiste ao triste espectáculo de circo, mas com o seu presente e o seu futuro fortemente ameaçado e hipotecado.
Será que não haverá por aí novos políticos, esses sim que coloquem os interesse do país acima dos interesses partidários e pessoais? Infelizmente, das "escolas partidárias" nada sai de jeito, com raras excepções. Mas não será que "temos o que merecemos"? Não são eles filhos da mesma massa? Pobres de nós, agora ainda mais espremidos pelos nossos "amigos" da UE, muito bem servidos pelas agências de rating que não param de "afundar" o país e as empresas portuguesas.
"Ai se Viriato, o Lusitano, cá voltasse, varreria os oportunistas e incompetentes com a força da sua espada." . Pegaria nos seus exércitos e marcharia por essa Europa fora a combater os "dominadores" ou cruzaria os braços? Garantidamente que combateria os "coveiros" das empresas públicas que nos "comem a carne".