segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fernando Nobre candidato a deputado pelo PSD

O Dr. Fernando Nobre, presidente da AMI, foi candidato a Presidente da República em Janeiro último e conseguiu cerca de 500.000 votantes.
Obviamente que seria utopia ele vencer ou passar mesmo a uma segunda volta, porque os dois candidatos mais fortes eram apoiados pelos "máquinas partidárias" e que, em Portugal, têm muita força e impedem que alguém seja eleito "fora dos partidos".
Para deputado à Assembleia da República a situação é semelhante, embora os partidos abram, muitas vezes, as portas a "independentes", que de outro modo nunca seriam eleitos, face à "partidarização" do nosso sistema eleitoral nacional. Mas quem são estes independentes? São pessoas que se identificam com determinado partido, mas que não são seus militantes.
Pedro Passos Coelho ao convidar Fernando Nobre para a lista de Lisboa e depois, se tiver a maioria, para Presidente da Assembleia da República, cargo que confere o segundo lugar da hierarquia do Estado está, obviamente, a tentar capitalizar os votos dos muitos apoiantes de Nobre nas eleições presidenciais, embora saiba que, com certeza, muitos deles não votarão no PSD, pois a essência desses apoiantes é composta por muita gente "divorciada com os partidos". Seria ingenuidade que esses apoiantes, que não se devem sentir "traídos" por Nobre, quisessem que ele, Fernando Nobre, exercesse influência política fora dos partidos e criar um partido, de acordo com as forças actuais, não me parece que seria uma boa decisão. Lembram-se do PRD?
Mas acima de tudo e talvez o mais importante é que esta eleição, para já garantida como deputado por Lisboa, é um "prémio" ao Dr. Fernando Nobre, por tudo o que tem feito na AMI e, de froma indirecta pelo país, e também aproveitar as suas qualidades humanas, pelo que acho uma decisão que trará vantagens para o próprio parlamento. Passos Coelho, que se tem revelado um homem com bom senso, não quererá cometer o mesmo erro que Manuela Ferreira Leite cometeu que, na escolha dos deputados, deixou Passos Coelho de fora, só porque foi seu opositor, derrotado, na candidatura á liderança do PSD, lembram-se? Foi, na minha opinião, uma decisão que terá custado muitos votos ao PSD. Pedro Passos Coelho sabe, como todos nós deveriamos saber, que não derrotar o PS (castigando José Sócrates) nas próximas eleições acabará por ser motivo de gozo na UE. Dirão que os portugueses são masoquistas ou outro nome mais ofensivo qualquer.
Eu, pessoalmente, gostaria, aliás,  que Passos Coelho, mas também outros partidos, convidassem para as suas listas muitos dos "homens bons" que (ainda) há neste país e que não pertencem aos aparelhos partidários ou não têm vida politica activa. Dispenso-me de mencioná-los, mas há muitos que levariam qualidade àquele Parlamento, tão carecido está dela.
Viriato, o Lusitano, assim faria, garantidamente.

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