É verdade que existe uma crise mundial que nos "domina" e até os países mais ricos da UE, que também eles estavam com excessos despesistas, acabam por exigir aos mais pobres pertencentes ao EURO (entre eles Portugal) sacrifícios que vão condicionar não só o nosso modelo social, mas, acima de tudo, a saída da nossa crise económica. Sem rendimento não há procura e sem esta não há crescimento económico, embora numa economia "aberta" e com fortes desiquilibrios na balança comercial, como é a nossa, qualquer euro de aumento no rendimento dum português corre sérios riscos de sair do país e, desse modo, o efeito dessa despesa acabará pro beneficiar os outros e não o nosso país.
Independentemente das crises conjunturais (nós temos também, uma crise estrutural crónica) , os nossos governantes, essencialmente os do PS, não têm sabido gerir o país e, por isso, o agravamento do défice sistemático (lembram-se que os anteriores governantes do PS, por exemplo Mário Soares afirmaram, não há muito tempo, de que "há mais vida para além do déficie"), e que não para(va) de crescer, acabaria por "fazer estragos" nas contas públicas e que a UE (principalmente a senhora Angela Merkel - também ela muito preocupada com os seu eleitorado - triste "fado" das democracias) não deixa que tal continue a suceder, porque afecta a estabilidade da moeda EURO ao qual aderimos, em má hora.
O Primeiro Ministro José Sócrates foi adoptando medidas e pedidos de sacrifícios sem "rei nem roque", porque, pelos vistos, a incompetência não lhe permitia fazer melhor. Mais grave ainda, foi mentido aso parceiros e aos cidadãos. Para conseguir aprovar essas medidas impopulares, foi "entalando" o PSD e não vislumbrando "a luz ao fundo do túnel", face á sua "fuga para a frentes", José Sócrates lançou a última cartada (o PEC IV). Os métodos e os modos que utilizou, leva os analistas a afirmarem que foi intencional, isto é, vitimizar-se e "entalar" o PSD que achou que tinha que dizer "basta". Era a melhor forma de fugir, como o fez António Guterres, lembram-se? Para o cidadão menos atento, o culpado desta crises política e agravamento das condições financeiras é agora o PSD. Ironias e injustiças.
A crise financeira do país agravou-se com o pedido de demissão do PM e , como se não bastasse, o Governo recusa-se agora a assumir decisões de carácter externo, se tal for necessário e recomendável, porque, e diz, não tem legitimidade para o fazer, ele que conduziu o país para esta situação de "caos", atira a toalha ao chão e espera que os PSs (cerca de 32% dos portugueses) voltem a dar-lhe a confiança. Quer o Presidente da República, quer Passos Coelho já disseram que o governo tem essa legitimidade e que a assuma, mas o PS continua a recusar-se. Vingança dum homem obcecado pelo poder? Que grande caldo que o Sócrates arranjou ao país (melhor dizendo - aos portugueses), ele que diz que tudo tem feito por Portugal. Será mesmo assim ou terá que ser apelidado de "coveiro", acolitado por alguns dos seus ministros "yes men".yes men"?.
Com estas atitudes, o povo assiste ao triste espectáculo de circo, mas com o seu presente e o seu futuro fortemente ameaçado e hipotecado.
Será que não haverá por aí novos políticos, esses sim que coloquem os interesse do país acima dos interesses partidários e pessoais? Infelizmente, das "escolas partidárias" nada sai de jeito, com raras excepções. Mas não será que "temos o que merecemos"? Não são eles filhos da mesma massa? Pobres de nós, agora ainda mais espremidos pelos nossos "amigos" da UE, muito bem servidos pelas agências de rating que não param de "afundar" o país e as empresas portuguesas.
"Ai se Viriato, o Lusitano, cá voltasse, varreria os oportunistas e incompetentes com a força da sua espada." . Pegaria nos seus exércitos e marcharia por essa Europa fora a combater os "dominadores" ou cruzaria os braços? Garantidamente que combateria os "coveiros" das empresas públicas que nos "comem a carne".
Viriato, o Lusitano, pretende ser uma voz activa sobre a sociedade portuguesa, isto é, o que se passa no nosso país. Fá-lo-à recorrendo ao ponto de vista de Viriato o Lusitano, o guerreiro, "nosso pai", que só foi vencido pela traição. Volta Viriato, para revigorares a Lusitânia e varreres, com a tua espada, alguns dos medíocres e oportunistas que nos governam e dirigem. Eu, nascido no "teu território", mas muito cedo migrado para Lisboa, tento fazer o meu melhor em prol de Portugal.
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