sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Futuro é Negro?

"Evocado risco de depressão idêntica à dos anos 30
Crise mundial não deixa nenhuma economia a salvo, avisa Christine Lagarde - FMI" - in Imprensa de hoje dia 16.12.2011
  
Ao longo da história houve muitas crises económicas e financeiras, porque o modelo de crescimento da Economia e da sociedade modernas assenta nos "prós e contras" do Capitalismo e da iniciativa privada. Outros modelos falharam redondamente!
A este modelo, veio depois juntar-se a globalização e a facilidade das transacções, incluindo aqui as transacções financeiras que, graças às novas tecnologias, se fazem ao "segundo" de e para qualquer parte do mundo e de modo virtual. Esta sim é a variável menos controlável  do modelo (Capitalismo Financeiro) e cujos efeitos na crise se faz sentir actualmente, acabando por ser a causa e o efeito da crise, principalmente da Europa ou melhor, da "zona euro".
Se no passado, a crise era essencialmente económica, agora a "crise financeira" contribui, com a escassez de capitais necessários para manter a "máquina a funcionar" (pagar empréstimos vs contrair novos para pagar velhos, etc, etc) e com os juros (em crescendo)  também  a penalizarem aquela, porque desmorona as economias reais dos diversos países.
Sem retoma  (porque o Capitalismo vive destes ciclos), como pode a economia real  (re) solver a divida financeira contraída e/ou a contrair?
Mata-se a "cash cow" e depois?
Por isso, torna-se necessário e urgente que os líderes mundiais (não só os nossos e os da zona euro) se entendam, sob pena das consequências serem  catastróficas.
Será que o Capitalismo precisa destes ciclos violentos para funcionar? Não haverá outras vias, mas acima de tudo formas de controlo, para que não se chegue  às crises violentas?
De qualquer modo, o "Ocidente desenvolvido" não deveria deixar de olhar tanto para o seu umbigo e deitar os olhos para muitas partes do Globo, onde as guerras, a miséria, a fome e a morte são as variáveis constantes das sociedades/regimes existentes? Ali há "matéria para combater" as crises cíclicas de recessão vs crescimento do Capitalismo.
Que Viriato, o Lusitano, nos defenda!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Na ex - URSS Não Havia Greves!

Para "orgulho e gáudio" dos líderes dos sindicatos (dos sectores do Estado, normalmente) e dos lideres das Centrais Sindicais, o nosso país vive hoje uma Greve Geral? Mas é "Geral", se há tanta gente a trabalhar e outros  não o fazem porque os sindicalistas (piquetes de greve) não lhes deixam ou não se podem deslocar por causa de não haver transportes públicos, cuja parte significativa dos seus custos  é paga com os impostos desses mesmos cidadãos que não podem usufruir de algo que já pagaram ou vão pagar mais tarde.

A isto, eu chamaria "ditadura" (lembram-se do slogan "ditadura do proletariado".  Agora, essa ditadura é exercida por muitos que tem regalias (ordenados e demais benefícios) muito acima daqueles que lhes pagam os ordenados. Ou será por acaso que as greves são, geralmente, feitas pelos trabalhadores do estado e do sector público, com fortes défices de exploração?
Eu, por exemplo, tinha hoje uma consulta de rotina, marcada há mais de seis meses num hospital público, fui atendido, porque o meu médico e outros, bem como muito outro pessoal, não aderiram a esta greve. "Reacionários" ou portugueses conscientes?
Confesso que as greves ferem a minha sensibilidade de cidadão (nos meus mais de cinquenta anos de trabalho nunca fiz greve ou estive desempregado), ainda mais este tipo de greves que não são mais do que manifestações de poder dos sindicalistas. A força das "corporações" sobrepõem-se aos interesses do país e da maioria dos portugueses, numa altura critica que o nosso país atravessa. Ou será que os sindicalistas julgam que os euros caem do céu?
Imagine-se que os cidadãos contribuíntes faziam greve aos impostos? Como receberiam eles os seus ordenados?

É curioso que os mentores e agentes deste tipo de greves têm a escola do "bloco de leste" onde a ditadura ali existente não permitia greves ou outro tipo de "protestos", mesmo intelectuais ( a Sibéria era o mínimo que lhes acontecia). Nas democracia ocidentais, eles podem fazer aquilo que lhes estaria vedado nos paraísos  que nos pregaram durante muitos anos. Actualizem-se, por favor, porque a URSS faliu, mas resta ainda Cuba,  Coreia do Norte e outros "paraísos".
A pregação não rima com produção e, por isso, reivindicar a riqueza que  não existe, por muito justos que sejam as necessidades, significa "explorar" os outros ou, mais grave ainda, explorar aqueles que ainda não nasceram. Egoísmos, porque tem sido essa a atitude de muitos dos portugueses, os mais fortes (suportados por sindicatos "monopolistas") ou da demagogia de alguns políticos.
A crise é séria, mas para muitos, "quanto pior melhor" e o país que se lixe.
A ti Viriato, o lusitano, destino este meu desabafo e desconforto

sábado, 6 de agosto de 2011

Sporting - Paletes de Novos Jogadores Fazem uma Equipa?

É triste o espectáculo que o director desportivo do Sporting Carlos Freitas tem dado quase todos os dias , desde que há uns tempos para cá, quando anuncia mais um jogador e não sei quantos ainda para virem, porque, diz, até 31 de Agosto "há sempre lugar para mais um". Parece que está a comprar uma qualquer "mercadoria", tal a forma como o diz perante a imprensa. E , pelos vistos, está a comprar mesmo paletes de jogadores (já lá vão 14 !!!) e todos eles estrangeiros que foi descobrir não sei onde, com excepção de 3 que jogavam no nosso campeonato. Será que o Sporting tem um departamento que faz  pesquisa e observação correcta e completa sobre esses jogadores, para aparecerem assim, num repente, em Alvalade? Afinal, para que serve a pré-época, se durante este largo período e com as provas oficiais a começar, estão sempre a "cair craques" em Alvalade?

Como não é ele que paga nem lhe pedirão responsabilidades pelos falhanços desses 14/15 jogadores, o homem acaba pro fazer um "figurão", mas a coisa começa a "ficar preta", porque os resultados, contra equipas mais fortes (Valência, Málaga e Udinese) foram uma desilusão.
Por outro lado, que responsabilidades e  culpas tem o treinador Domingos Paciência nestas escolhas, ele que levou o Braga ao segundo lugar, há duas épocas e à final da liga Europa , na última, com um grupo de "jogadores de segunda"? Como pode ele fazer uma equipa se o que tem é um lote de jogadores com períodos de treino e entrosamento diferentes? Será esta a forma mais correcta de gerir activos (jogadores)?

A avaliar pelo que se vai vendo, a época que neste fim de semana se inicia pode ser mais uma desilusão e um "rombo" nas finanças do clube, porque este nada vendeu e muito comprou.
Haja esperança, porque ele renova-se em cada (início) de época, até que as desilusões deitem tudo a perder.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Os Espinhos da Rosa

Confesso que sou um apreciador das Rosas.
Uma rosa é uma flor linda e há até algumas variantes nas cores, sendo, para mim, a mais bonita aquela que tem a cor  vermelha carregada.
No paralelismo que costumo mencionar acerca das coisas belas e da vida, lembro que a Rosa  é bela, mas tem espinhos no seu caule, para exemplificar que as coisas belas não se obtêm sem esforços (os espinhos como símbolos dos sacrifícios).
Durante estes últimos seis anos fomos governados pelo partido da rosa (o PS) e que nos foi "servindo" um "país rosa", escondendo os espinhos. A rosa definhava e, por isso, veio a "Troika" e acabou com a festa.
Agora, estas eleições correram com a "rosa", mas esta deixou-nos, a todos, muitos espinhos. 
Assim , nos próximos anos, as roseiras, vão ser tão espremidas que só darão espinhos. As rosas "crescerão" depois desses períodos de sacrifícios e tão rapidamente,  quando soubermos tratar delas.
Será que os políticos aprenderam as lições?
A rainha Santa Isabel fez o milagre das rosas, há muitos séculos. Será que  os políticos e o povo vão conseguir fazer o mesmo, nos tempos actuais? Bem precisamos dele, milagre.
Unamos esforços ou este jardim à beira mar plantado transformar-se-à num deserto ou num charco.
Busquemos em Viriato, o Lusitano, a coragem que necessitamos.

sábado, 7 de maio de 2011

Sócrates, o Coveiro de Portugal e a triste figura de Teixeira dos Santos


Sócrates acusa PSD de leviandade, imaturidade e falta de preparação


Com a devida vénia do Jornal de Notícias, veja-se:
1) "Enquanto o Governo estava concentrado numa negociação difícil e exigente, que vai condicionar os próximos anos, o PSD passou essas duas semanas preocupado em atacar o Governo e a levantar suspeições", afirmou José Sócrates.
2) As últimas semanas foram "um espectáculo deprimente, que mostra a irresponsabilidade, a leviandade, a imaturidade e a falta de preparação do PSD" - continua.
3) "É muito fácil provocar eleições, mas é muito mais difícil ganhar essas eleições", - disse.
4) Sobre os resultados das sondagens divulgadas nos últimos dias, que apontam para um empate técnico entre PS e PSD, Sócrates destacou que "espelham a ideia de que aqueles partidos e aquelas lideranças provocaram uma crise política, completamente evitável" .  Incrível o desplante deste coveiro.

A culpa não é de quem esteve seis anos a (des) governar Portugal?
Sócrates "nega" aquilo que a "Troika" disse sobre o estado do país e das consequências nefastas pela demora no pedido de ajuda.
Quem viu a "comunicação" de Sócrates no intervalo do jogo Barcelona vs Real Madrid (até o momento foi escolhido ao pormenor), terá ficado com a ideia que vivemos no paraíso, tal as coisas boas que ele anunciou aos portugueses. No dia seguinte, os portugueses já viviam felizes. Mas se repararam (ver foto) na cara do ministro das Finanças, tem que chamar mentiroso a alguém.
No meio disto tudo e o que é triste é que cerca de 30% dos portugueses "adoram aquele homem".
Votem nele, porque o coveiro ainda não acabou de enterrar o morto.
Contudo e isto é que nos salva, é que quem manda em Portugal já não será ele, mas sim o FMI , a UE e o BCE. Triste certificado para muita gente com responsabilidades actuais e passadas, que reféns das clientelas partidárias e dos "tachos", nunca tiveram coragem de fazer as coisas que deveriam ser feitas. Nomes? Toda a gente os sabe.
Só os estrangeiros nos põem na linha?
Mas Viriato, o Lusitano, resistiu, enquanto pode, a eles.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Se Sócrates ganhar as próximas eleições, o que será de nós?

Na conferencia de imprensa, a "Troika" veio dizer que o atraso no pedido de ajuda externa torna as medidas mais dolorosas e acrescentaram que se Portugal tivesse pedido ajuda mais cedo, as medidas seriam menos restritivas!
O ministro Teixeira dos Santos foi dizendo que logo que os juros chegassem a 8%, Portugal teria que pedir ajuda externa. Como Economista que é, se o não fez, foi por ordens de Sócrates, com certeza. Como "paga", foi relegado para "bibelô" e excluído das listas de deputados do PS, como se viu naquela comunicação de José Sócrates no dia 3 em que o homem parecia um condenado ao lado do seu (nosso) carrasco, viram isso? . Vexatório para um técnico que ele é, face a um "ditador" que de tudo sabe e que "seca tudo à sua volta".
Pois nem com as palavras dos homens da "Troika" José Sócrates deixa de continuar a mentir aos portugueses e, qual disco rachado, a imputar as culpas desta situação à rejeição do PEC4 e, consequentemente, ao PSD, embora este tenha sido rejeitado também pelo CDS, PCP, BE e s Verdes.

BASTA de mentiras desse homem que mente compulsivamente e continua a gozar por todos nós.
João Miguel Tavares, jornalista do CM, escreveu hoje:
"Sócrates, tu és o maior, afinal és um lobo vestido com pele de cordeiro. A sua incompetência, o seu cinismo, as suas mentiras eram apenas o estrume necessário para que um país  crescesse forte e viçoso. Só tenho  duas palavras para ele: Obrigado José".
Pois nem mesmo assim os portugueses abrem os olhos e continuam a dar o seu voto a esse homem que tanto mal fez ao país, como indiciam as sondagens recentes.  Como é possível? Como vai ser governar, melhor dizendo, aplicar as medidas impostas pelo FMI/UE/BCE?
Costuma-se dizer que cada povo tem os líderes que merecem. Será que não merecemos líderes diferentes deste homem que em seis anos destruiu o nosso querido país?
Ai Viriato, o Lusitano, volta cá e corre com ele ou, pelo menos, tira-lhe a voz para que ele pare de destilar mentiras atrás de mentiras.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Por que não se calam os políticos? (*)

Ainda não encontrei ninguém que não diga mal do "monstro", que é José Sócrates e do "crime" que cometeu ao atirar o país para o "pântano" em que se encontra. Obviamente que a excepção é dos "subservientes" do PS porque são "yes men", sob pena de serem corridos por ele, mesmo que estejam tão fartos dele como os restantes portugueses o estão.
Este "monstro" é incompetente, mentiroso, conflituoso, arrogante, prepotente, vaidoso, etc e ainda por cima goza com todos nós. Continua a destilar veneno numa altura em que o silêncio ou pelo menos a contenção verbal deveria ser a prática de todos os políticos, mas, infelizmente, continuam a tudo fazer para afastarem ainda mais as pessoas da política. A abstenção elevada poderá favorecer o PS que, desgraçadamente, ainda poderá ter cerca de 30% de votantes e, desse modo, criar um "empate técnico". Corremos, assim,  o risco do PS ser o partido mais votado, mesmo que com uns míseros 30%, tal o poder manipulador daquele homem. Se tal acontecer, como será então aquele homem no futuro, tão mau o é no presente? Com quem vai negociar ele? Que vinganças irá fazer sobre os restantes partidos e sobre o próprio PR?
Ingenuamente, o PSD vai caindo, sistematicamente, nas "provocações" de Sócrates e, com isso, vai queimando os seus trunfos.
Por que não se calam os políticos, apetece-me perguntar? Como seria bom o silêncio e ainda não estamos na campanha eleitoral, porque nem quero pensar como vai ser nesse período e com tanto dinheiro para gastar. Cerca de dois milhões para o PS e um pouco menos para o PSD!

Os ex-Presidentes da República disseram, no dia 25 em Belém, quase em uníssono, que são necessários novos políticos, mas onde estão eles? E que responsabilidades tiveram também eles neste estado de coisas? É cómodo estar fora, mas poder "mandar umas bocas".

É terrível o futuro que nos espera e cujo principal responsável é José Sócrates. Ainda por cima, arma-se em vítima, mas vítimas somos nós portugueses e que vamos pagar este "forrobodó" que tem sido a política nestes mais de trinta anos. BASTA.
 (*) "Por que não te calas?" é da autoria do rei de Espanha Juan Carlos, quando há uns anos, numa cimeira Ibero-Americana em plena Venezuela, se virou para Hugo Chavez e lhe disse isso mesmo, lembram-se?
Viriato, o Lusitano, faria o mesmo a estes políticos de agora. Façam um silêncio e nos poupem de tantas atordoadas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O Atraso no pagamento dos Salários dos Militares e a falta de senso revelada

Confesso que hoje, dia 21 de Abril, a quatro dias da data da "Revolução dos Cravos", feita pelos "capitães de Abril", fiquei extremamente assustado e preocupado com as "queixas" e as "ameaças" dos militares, mas "apenas" dos Oficiais e Sargentos, porque os outros (as Praças, mesmo sendo profissionais, não contam para estas guerras nem têm compromissos - o eterno "classicismo" da "tropa"), porque, coitadinhos, só ontem lhes foi creditado o salário de Abril.
A falta de senso e de ética grassou o ridículo, nas palavras dos dois porta-vozes daquelas duas corporações, porque foi grave o que aconteceu, disseram.
Fizeram acusações aos governantes, utilizando um adjectivo para estes impróprio dos homens de armas. Por outro lado, mostram-se muito preocupados, quanto ao futuro, e disseram, mais ou menos isto:
"Como pode um governo deixar de cumprir para aqueles a quem são pedidos sacrifícios em defesa da pátria!
Se não fosse perigoso, esta dava para rir. Que perigos correm eles? A que "defesa da pátria" se enfrentam?
 Fica claro que eu defendo umas forças armadas competentes e dotadas de todos os meios, para as suas missões (fora dos quartéis) mas quando não há dinheiro....
O que dirão os polícias, esses sim arriscando a vida a cada momento em defesas dos cidadãos e aos quais se pede tanto e se dão tão pouco? Entrem em muitas das esquadras e fugirão assustados com as condições das mesmas
E o que dirão os milhares de desempregados e sem subsídio? E aqueles que mesmo empregados têm os salários em atraso?
É grave receber o salário ao dia 20 em vez do dia 19? Eu que trabalhei numa empresa multi nacional recebia o meu salário por volta do dia 26/27. Mal habituados estão todos os "empregados do Estado" e cujos salários são pagos com os nossos impostos.
Confesso que quando oiço estas "blasfémias" me sinto triste por tanto egoísmo e tanta falta de senso.
Será que os "guerreiros" de Viriato, o Lusitano, recebiam o "pré" ou soldo ao dia 20 de cada mês?
Que tristeza reina na ocidental Lusitânia.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O candidato a deputado Fernando Nobre e as "virgens ofendidas"

Que raio de país é este que está sempre do contra? Sejam os cidadãos, sejam os políticos ou os "opinion maker", toda  a minha gente gosta de "faladrar", incluindo eu próprio, por tudo e por nada, mesmo que a falta de senso seja grande, bem como a inoportunidade.
Vem isto a propósito sobre a chuva de criticas pelo facto do Dr Fernando Nobre ter aceite o convite para deputado pelo circulo de Lisboa nas listas do PSD, sendo ele um independente. Não foram só dos seus "apoiantes", mas também do PS (não é para estranhar), mas também por responsáveis do próprio PSD que choveram as críticas a tal aceitação, mas também pela decisão do convite.
A coisa foi tão "grave" que os românticos que o apoiaram, muitos deles "pessoas bem instaladas na vida", sentem-se  como "virgens ofendidas e traídas"!
Se o homem tinha valor para ser candidato ao alto cargo de  Presidente da República pretendiam que ele "ficasse de fora da política", dado que criar um partido seria, nos tempos que correm, uma má opção? Pelo vistos, ficaram desiludidos por ele não ter seguido essa via.
"Se queres influenciar, tens que estar lá dentro" - digo eu, porque fora da política e dos partidos pouco podes fazer/influenciar.
Critica-se tanto os partidos por não se abrirem à "sociedade civil", afinal critica-se a opção de Fernando Nobre pela sua decisão?
Veja-se, por exemplo, que as sondagens recentes continuam a não penalizar o PS e José Sócrates por ele ter atirado Portugal para este estado de "bancarrota" e de vergonha internacional em que mergulhámos.
Não dá para entender este povo que tanto gosta em dar tiros nos pés. Com estes dirigentes, como pode o povo, apesar de ser da mesma massa, alterar comportamentos, opiniões e decisões na hora da votação?
Ai se Viriato, o lusitano, cá voltasse!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fernando Nobre candidato a deputado pelo PSD

O Dr. Fernando Nobre, presidente da AMI, foi candidato a Presidente da República em Janeiro último e conseguiu cerca de 500.000 votantes.
Obviamente que seria utopia ele vencer ou passar mesmo a uma segunda volta, porque os dois candidatos mais fortes eram apoiados pelos "máquinas partidárias" e que, em Portugal, têm muita força e impedem que alguém seja eleito "fora dos partidos".
Para deputado à Assembleia da República a situação é semelhante, embora os partidos abram, muitas vezes, as portas a "independentes", que de outro modo nunca seriam eleitos, face à "partidarização" do nosso sistema eleitoral nacional. Mas quem são estes independentes? São pessoas que se identificam com determinado partido, mas que não são seus militantes.
Pedro Passos Coelho ao convidar Fernando Nobre para a lista de Lisboa e depois, se tiver a maioria, para Presidente da Assembleia da República, cargo que confere o segundo lugar da hierarquia do Estado está, obviamente, a tentar capitalizar os votos dos muitos apoiantes de Nobre nas eleições presidenciais, embora saiba que, com certeza, muitos deles não votarão no PSD, pois a essência desses apoiantes é composta por muita gente "divorciada com os partidos". Seria ingenuidade que esses apoiantes, que não se devem sentir "traídos" por Nobre, quisessem que ele, Fernando Nobre, exercesse influência política fora dos partidos e criar um partido, de acordo com as forças actuais, não me parece que seria uma boa decisão. Lembram-se do PRD?
Mas acima de tudo e talvez o mais importante é que esta eleição, para já garantida como deputado por Lisboa, é um "prémio" ao Dr. Fernando Nobre, por tudo o que tem feito na AMI e, de froma indirecta pelo país, e também aproveitar as suas qualidades humanas, pelo que acho uma decisão que trará vantagens para o próprio parlamento. Passos Coelho, que se tem revelado um homem com bom senso, não quererá cometer o mesmo erro que Manuela Ferreira Leite cometeu que, na escolha dos deputados, deixou Passos Coelho de fora, só porque foi seu opositor, derrotado, na candidatura á liderança do PSD, lembram-se? Foi, na minha opinião, uma decisão que terá custado muitos votos ao PSD. Pedro Passos Coelho sabe, como todos nós deveriamos saber, que não derrotar o PS (castigando José Sócrates) nas próximas eleições acabará por ser motivo de gozo na UE. Dirão que os portugueses são masoquistas ou outro nome mais ofensivo qualquer.
Eu, pessoalmente, gostaria, aliás,  que Passos Coelho, mas também outros partidos, convidassem para as suas listas muitos dos "homens bons" que (ainda) há neste país e que não pertencem aos aparelhos partidários ou não têm vida politica activa. Dispenso-me de mencioná-los, mas há muitos que levariam qualidade àquele Parlamento, tão carecido está dela.
Viriato, o Lusitano, assim faria, garantidamente.

sábado, 9 de abril de 2011

Hoje, dia 9 de Abril, celebar-se o dia do Combatente

Celebra-se hoje, dia 9 de Abril e em evocação da Batalha de La Lys em França em 1918, o Dia do Combatente.Neste dia, é bom que não nos esqueçamos dos combatentes que, consciente ou inconscientemente, mas também voluntários ou obrigados, lutaram pela pátria ou em nome dela, como foi o caso da batalha que serve de efeméride a este dia.Como seria bom não haver guerras e, desse modo, não haveria exércitos. Mas isso é a mais pura das utopias, pelo que um povo sem exército ou tem alguém que o defenda ou é facilmente atacado pelos inimigos.
Infelizmente, uma certa esquerda intelectual e "apátrida" põe em causa esses deveres, como foi o caso recente da menção do Senhor Presidente  da República, ele próprio um combatente na guerra colonial, que incitou os jovens de hoje a olharem para o exemplo dos jovens do tempo da guerra colonial. Foi "crucificado" por esses "apátridas" que disseram que o PR foi infeliz e logo vieram lembrar que a guerra colonial é para esquecer ou, se quisermos, apagar da nossa memória colectiva. Pobre povo que não tem memória e não "regista", como escreveu o filósofo José Gil. Somos um povo que tem vergonha dos seus feitos e dos seus heróis, porque os heróis de agora são, por exemplo, o consumismo, as discotecas, etc. Assim, não vamos longe e acabamos por dar razão àqueles que nos impõem, à força, o caminho a partir de Bruxelas.
Não fui combatente na guerra colonial, mas estive muito perto de o ser e, por isso, de vez em quando, visito o memorial existente aqui em Lisboa (junto á Torre de Belém) onde, felizmente, naquele enorme mural não está inscrito o meu nome, mas sim de alguns camaradas do meu tempo de serviço militar obrigatório e do qual não fugi para o estrangeiro. Prestemos, neste dia, a nossa homenagem a todos que serviram a pátria façamos um minuto de silêncio por aqueles que tombaram nessas missões.
Ai se Viriato, o Lusitano, cá voltasse, ficaria triste com esta falta  de lusitanidade dos seus herdeiros.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Novos políticos precisam-se, urgentemente

É verdade que existe uma crise mundial que nos "domina" e até os países mais ricos da UE, que também eles estavam com excessos despesistas, acabam por exigir aos mais pobres pertencentes ao EURO (entre eles Portugal) sacrifícios que vão condicionar não só o nosso modelo social, mas, acima de tudo, a saída da nossa crise económica.  Sem rendimento não há procura e sem esta não há crescimento económico, embora numa economia "aberta" e com fortes desiquilibrios na balança comercial, como é a nossa, qualquer euro de aumento no rendimento dum português corre sérios riscos de sair do país e, desse modo, o efeito dessa despesa acabará pro beneficiar os outros e não o nosso país.
Independentemente das crises conjunturais (nós temos também, uma crise estrutural crónica) , os nossos governantes, essencialmente os do PS, não têm sabido gerir o país e, por isso, o agravamento do défice sistemático (lembram-se que os anteriores governantes do PS, por exemplo Mário Soares afirmaram, não há muito tempo,  de que "há mais vida para além do déficie"), e que não para(va) de crescer, acabaria por "fazer estragos" nas contas públicas e que a UE (principalmente a senhora Angela Merkel - também ela muito preocupada com os seu eleitorado - triste "fado" das democracias) não deixa que tal continue a suceder, porque afecta a estabilidade da moeda  EURO ao qual aderimos, em má hora.
O Primeiro Ministro José Sócrates foi adoptando medidas e pedidos de sacrifícios sem "rei nem roque", porque, pelos vistos, a incompetência não lhe permitia fazer melhor. Mais grave ainda, foi mentido aso parceiros e aos cidadãos. Para conseguir aprovar essas medidas impopulares, foi "entalando" o PSD e não vislumbrando "a luz ao fundo do túnel", face á sua "fuga para a frentes",  José Sócrates lançou a última cartada (o PEC IV). Os métodos e os modos que utilizou, leva os analistas a afirmarem que foi intencional, isto é, vitimizar-se e "entalar" o PSD que achou que tinha que dizer "basta". Era a melhor forma de fugir, como o fez António Guterres, lembram-se? Para o cidadão menos atento, o culpado desta crises política e agravamento das condições financeiras é agora o PSD. Ironias e injustiças.
A crise financeira do país agravou-se com o pedido de demissão do PM e , como se não bastasse, o Governo recusa-se agora a assumir decisões de carácter externo, se tal for necessário e recomendável, porque, e diz, não tem legitimidade para o fazer, ele que conduziu o país para esta situação de "caos", atira a toalha ao chão e espera que os PSs (cerca de 32% dos portugueses) voltem a dar-lhe a confiança. Quer o Presidente da República, quer Passos Coelho já disseram que o governo tem essa legitimidade e que a assuma, mas o PS continua a recusar-se. Vingança dum homem obcecado pelo poder? Que grande caldo que o Sócrates arranjou ao país (melhor dizendo - aos portugueses), ele que diz que tudo tem feito por Portugal. Será mesmo assim ou terá que ser apelidado de "coveiro", acolitado por alguns dos seus ministros "yes men".yes men"?.
Com estas atitudes, o povo assiste ao triste espectáculo de circo, mas com o seu presente e o seu futuro fortemente ameaçado e hipotecado.
Será que não haverá por aí novos políticos, esses sim que coloquem os interesse do país acima dos interesses partidários e pessoais? Infelizmente, das "escolas partidárias" nada sai de jeito, com raras excepções. Mas não será que "temos o que merecemos"? Não são eles filhos da mesma massa? Pobres de nós, agora ainda mais espremidos pelos nossos "amigos" da UE, muito bem servidos pelas agências de rating que não param de "afundar" o país e as empresas portuguesas.
"Ai se Viriato, o Lusitano, cá voltasse, varreria os oportunistas e incompetentes com a força da sua espada." . Pegaria nos seus exércitos e marcharia por essa Europa fora a combater os "dominadores" ou cruzaria os braços? Garantidamente que combateria os "coveiros" das empresas públicas que nos "comem a carne".

quarta-feira, 30 de março de 2011

Aumento da Criminalidade Grave e Violenta

Foi recentemente publicado o relatório anual sobre a criminalidade, referente a 2010,  e os números são assustadores.
Os roubos e assaltos a residências subiram 50% e nas ourivesarias cresceram 20%.
Estes são números de 2010, mas é senso comum, por aquilo que a imprensa relata diariamente,  que os dados de 2011 continuam no mesmo ritmo de crescimento. ASSUSTADOR, diria eu.
Diz o mesmo relatório que desceram os assaltos  a Farmácias e Bancos, porque, pelo vistos é mais fácil e rentável assaltar ourivesarias. Começa ser raro encontrar uma que não tenha sido ainda assaltada. Confesso que se fosse empresário desse ramo, já teria fechado  a loja, pois o risco de vida é elevado
, para alem das perdas económicas, para os próprios e seguradoras.
Mas os relatos diários de assaltos, com violência á mistura, incluem também pequenos estabelecimentos.
Começam já a ouvir-se vozes a invocarem a crise económica e política, para esta subida dos crimes violentos. Mas será mesmo assim? Ou haverá outras causas, nomeadamente a perda de "autoridade" e de meios das forças de segurança, incluindo-se os tribunais e as próprias leis? Relevante também nesta onda de crimes refiro que a "facilidade de circulação" das pessoas , pelo que no meio desta vantagem para a maioria dos cidadãos, existem os "criminosos" que se aproveitam desse "facilitismo".
Como se resolverá este grave problema?
Ou será que cada cidadão vítima de crimes é "apenas mais um número" das estatisticas?
Perder o seu património, por vezes o único e que tantos sacrificios podem representar numa vida de trabalho, mas acima de tudo a própria vida que não tem valor ou vale pouco?
Ai se Viriato, o Lusitano, cá voltasse, talvez varresse os criminosos e incompetentes nesta matéria com a sua espada.

domingo, 27 de março de 2011

Um "Vara de Luxo" ou os "Chorudos Prémios aos Gestores"

De acordo com a imprensa de ontem, dia 26 de Março, o ex-Administrador do banco MillenniumBcp  Dr Armando Vara terá recebido cerca de 880.000 euros de remunerações, apesar de ter apresentado o pedido de exoneração do Conselho de Administração daquele banco, como compensação para a " não concorrência" e correspondente ao período remanescente do seu mandato.
Para as pessoas menos familiarizadas, "não concorrência" significa que o Dr Armando Vara não poderá  trabalhar para a concorrência (neste caso bancos e similares) naquele período.
Ele esteve durante muitos anos "ligado" à Caixa Geral de Depósitos, desde os tempos de empregado de balcão numa agência duma vila de Trás-os-Montes e terá sido "forçado" a desvincular-se da CGD quando foi levado pelo actual Presidente do BCP (santos Ferreira da Administração da CGD - espantosa promoção na altura) para o corpo de Administração deste banco.
Depois, o processo "face oculta" tê-lo-à levado a pedir a demissão do banco MillenniumBcp, pelo que, brevemente, o Dr Armando Vara estará no desemprego. A menos que o PS e o Governo volte  a ter em conta as suas qualidades de  gestor, que eu nunca comprovei se são boas ou não.
A atribuição desta remuneração é mais um exemplo de que os Gestores Públicos ou (semi-públicos" - e que fazem parte de um círculo de "amigos" e protegidos pelos partidos que acedem ao poder) premeiam-se uns aos outros, mesmo que os accionistas até sejam privados. Eu tenho meia dúzia de acções do MillenniumBcp, mas de nada servem para "lutar contra estas práticas", tão fortes são estes "deuses da Gestão" (o que seria das empresas se eles não fossem tão bem pagos?). O problema não é só português, porque exemplos gritantes vão-nos chegando de muitos outros países mais desenvolvidos do que o nosso.

Filme: "Homens de Negócios" (título original : "The Company men"

O cinema, alem de ser uma arte (considerada a 7ª Arte) e um negócio, pode e deve desempenhar, na minha opinião, várias funções (formativa, recreativa, etc). De acordo com os objectivos/motivações pessoais e os gostos de cada um, há filmes "imperdíveis" ou, sem exagerarmos, filmes que deveremos ver, porque esse visionamento pode ser muito útil para as nossas vidas, seja do ponto de vista pessoal e ou profissional. É o caso dum filme que está (ainda) em exibição com o título original "The Company Men" (em português . "Homens de Negócio"). Ele deve ser visto por todos os quadros de empresa que estejam ainda no activo, mas também pelos jovens que aspiram a atingir aqueles patamares da hierarquia empresarial e dirigente. Temo que para muitos já seja tarde, porque ou já foram "apanhados" na crise ou poderão cair nela brevemente, porque esta parecer tardar em nos deixar. Aliada à crise financeira, o modelo económico e, acima de tudo, a globalização vão exigir muitos mais sacrifícios e tempo para o relançamento da economia. O filme tem imagens que "falam por si". A vida é um risco, mas para quem depende do salário, "gordo" ou parco e vive no quotidiano com o futuro já hipotecado, por vontade própria e julgando que "tem emprego para sempre", arrisca-se a "ter que mudar de vida" e, no extremo, ter que recorrer à "sopa dos pobres" e/ou ir "viver para debaixo da ponte". A queda pode ser terrível, para o próprio e a sua família. O filme citado é uma produção americana , mas eu diria que ele é "transversal a todos os países capitalistas/desenvolvidos". Vejam o filme e meditem. Ai se Viriato, o Lusitano, governasse.........

quinta-feira, 24 de março de 2011

Abre os olhos Zé Povinho

O PEC 4 tem sido uma trágico comédia da política portuguesa, mas as vítimas são Portugal e os portugueses.
O nosso Primeiro Ministro mostrou, nestas duas semanas, as suas (in) competências, arrogância e mais defeitos que tem dado mostras. Mas não está só, porque tem no governo e no PS muitos subservientes ventrículos.
Depois do que fez ao PSD e PR esperava que lhe aprovassem o PEC4? Ou foi inábil ou foi arrogante e tudo fez para "entalar" Passos Coelho e imputar-lhe as responsabilidades se tam não fosse aprovado.
Como é possível falar em interesses nacional se tudo fez para provocar aqueles que lhe poderiam dar, como já deram, o suporte nas medidas duras?
Agora que foi derrotado, a guerra contra o PSD já começou com vários "guerreiros" dirigentes do PS a usarem um argumento já estafado. Será que o povo é estúpido? Confesso que já me sinto enojado com tudo isto.
Há, contudo, duas vozes lúcidas no PS e que recomendam, inclusivamente que a campanha eleitoral seja feita com civismo, tendo em conta que podem vir a ser necessários acordos pós eleições. Vejam-se as declarações de António José Seguro e Manuel Maria Carrilho que disse: "Sócrates é o único responsável por esta crise e que, por isso, deve abandonar a liderança do partido".
Espero que o Zé Povinho não se deixe enganar por quem não teve qualquer respeito por ele e pelo Presidente da República e que, ainda por cima, mentiu.
Como seriam bom que emergissem novos políticos.
Por mim, estou farto destes, com algumas excepções.

quarta-feira, 23 de março de 2011

E o circo continua

Pois é, o circo continua, mas agora vai sair para as ruas, vilas e cidades deste martirizado país.
Que azar temos nós com estes políticos que são filhos ..............do país.
O Sócrates é agora a vítima da sua própria táctica ou mesmo da sua estratégia. Será que o povo vai ter pena do coitadinho e "premiá-lo"?
Atirem-no para bem longe de nós, por favor.
Estejam atentos
Ai Viriato o lusitano que não voltou mais.